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11.30.2012

'Complexo Empresarial Andaraguá' | Audiência Pública


Edital de convocação da Audiência Pública sobre o EIA/RIMA do empreendimento “Complexo Empresarial Andaraguá”, de responsabilidade da ICIPAR – Empreendimentos Imobiliários Ltda.

O Conselho Estadual do Meio Ambiente convoca audiência pública sobre o EIA/RIMA do empreendimento “Complexo Empresarial Andaraguá”, de responsabilidade da ICIPAR – Empreendimentos Imobiliários Ltda. (Processo nº. 1.668/2008), que se realizará no dia 06 de dezembro de 2012, às 17h00, no plenário da Câmara Municipal de Praia Grande, Praça Vereador Vital Muniz, nº 1, Boqueirão, Praia Grande/SP. Informa que cópia do EIA/RIMA encontra-se à disposição dos interessados, para consulta, na Câmara Municipal de Praia Grande, Praça Vereador Vital Muniz, nº 1, Boqueirão, Praia Grande/SP, no período de 06 de novembro a 06 de dezembro de 2012, de segunda a sexta-feira, das 09h às 18h.

De Acordo. Publique-se.

São Paulo, 05 de novembro de 2012.

Germano Seara Filho
Secretário-Executivo do Consema

..:: Download do EIA

..:: Download do RIMA

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..:: A [RH em Hospitalidade] é distribuidora dos cursos QUANTA Educação | IESDE Brasil

O mundo precisa de pessoas de ação


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11.29.2012

Oportunidades de Carreira na Região Metropolitana da Baixada Santista | Senac Santos

Participei na noite dessa quarta-feira (28) de um evento muito produtivo realizado no SENAC Santos, promovido pela Profa. Lucimara de Moura Acosta, quem comanda a área de Administração e Negócios na instituição, e sua equipe de docentes.

Na ocasião apresentei uma coleção de dados e informações socioeconômicas do estado de São Paulo e, sobretudo, da Região Metropolitana da Baixada Santista. O material foi levado a discussão junto aos alunos dos cursos técnicos em Administração, Contabilidade, Logística e Recursos Humanos, que lotaram o auditório da sede santista do SENAC São Paulo.

Agradeço, especialmente, a colega Beatriz Minte pelo convite e aos colegas docentes Mauricio e Cristian pela gentileza com que me receberam nessa ocasião. Tenho certeza de que estaremos juntos em outras ocasiões.

Compartilho a seguir algumas imagens do evento, captadas por Mariana Cubilia:







Disponibilizo, a seguir, os slides utilizados por ocasião do evento:

Reitero minha disponibilidade em colaborar no que se fizer necessário e, novamente, desejo sucesso no desempenho do curso de todos alunos presentes nessa noite especial!!

Um forte abraço!

Sucesso sempre.

Aristides Faria

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11.27.2012

Entre 150 países, Brasil tem o maior ganho de bem-estar em 5 anos

..:: Por: Arthur Pereira Filho | Valor Online

O Brasil foi o país que melhor utilizou o crescimento econômico alcançado nos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar da população. Se o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu a um ritmo médio anual de 5,1% entre 2006 e 2011, os ganhos sociais obtidos no período são equivalentes aos de um país que tivesse registrado expansão anual de 13% da economia.

A conclusão é de levantamento feito pela empresa internacional de consultoria Boston Consulting Group (BCG), que comparou indicadores econômicos e sociais de 150 países e criou o Índice de Desenvolvimento Econômico Sustentável (Seda, na sigla em inglês), com base em 51 indicadores coletados em diversas fontes, como Banco Mundial, FMI, ONU e OCDE.

O desempenho brasileiro nos últimos anos em relação à melhoria da qualidade de vida da população é devido principalmente à distribuição de renda. "O Brasil diminuiu consideravelmente as diferenças de rendimento entre ricos e pobres na década passada, o que permitiu reduzir a pobreza extrema pela metade. Ao mesmo tempo, o número de crianças na escola subiu de 90% para 97% desde os anos 90", diz o texto do relatório "Da riqueza para o bem-estar", que será oficialmente divulgado hoje. O estudo também faz referencia ao programa Bolsa Família, destacando que a ajuda do governo as famílias pobres está ligada à permanência da criança na escola.

Nessa comparação de progressos recentes alcançados, o Brasil lidera o índice com 100 pontos, pontuação atribuída ao país que melhor se saiu nesse critério de avaliação. Aparecem a seguir Angola (98), Albânia (97,9), Camboja (97,5) e Uruguai (96,9). A Argentina ficou na 26ª colocação, com 80, 4 pontos. Chile (48º) e México (127º) ficaram ainda mais atrás.

Foram usados dados disponíveis para todos os 150 países e que fossem capazes de traçar um panorama abrangente de dez diferentes áreas: renda, estabilidade econômica, emprego, distribuição de renda, sociedade civil, governança (estabilidade política, liberdade de expressão, direito de propriedade, baixo nível de corrupção, entre outros itens), educação, saúde, ambiente e infraestrutura.

O ranking-base gerou a elaboração de mais três indicadores, para permitir a comparação do desempenho, efetivo ou potencial, dos países em momentos diferentes: 1) atual nível socioeconômico do país; 2) progressos feitos nos últimos cinco anos; e 3) sustentabilidade no longo prazo das melhorias atingidas.

Como seria de se esperar, os países mais ricos estão entre os que pontuam mais alto no ranking que mostra o estágio atual de desenvolvimento. Nessa base de comparação, que dá conta do "estoque de bem-estar" existente, a lista é liderada por Suíça e Noruega, com 100 pontos, e inclui Austrália, Nova Zelândia, Canadá, EUA e Cingapura. Aí o Brasil aparece em posição intermediária, com 47,8 pontos.

Para Christian Orglmeister, diretor do escritório do BCG em São Paulo, o desempenho alcançado pelo Brasil é elogiável, mas deve ser visto com cautela. "Quando se parte de uma base mais baixa, é mais fácil registrar progresso. O Brasil está muito melhor do que há cinco anos em várias áreas, até mesmo em infraestrutura, mas é preciso ainda avançar muito mais."

Entre os países que ocupam os primeiros lugares nesse ranking de melhoria relativa dos padrões de vida da população nos últimos cinco anos, a renda per capita anual é muito diversificada, indo desde menos de US$ 1 mil em alguns países da África até os US$ 80 mil verificados na Suíça. Além do Brasil, mais dois países sul-americanos _ Peru e Uruguai _ aparecem na lista dos 20 primeiros. Também estão nela três países africanos que em décadas passadas estiveram envolvidos em guerras civis _ Angola, Etiópia e Ruanda _ e que nos anos recentes mostram fortes ganhos em relação a padrão de vida. Da Ásia, aparecem na relação Camboja, Indonésia e Vietnã.

Nova Zelândia e Polônia também integram esse grupo. O crescimento médio do PIB neozelandês foi de 1,5%, mas a melhora do bem-estar foi semelhante à de uma economia que estivesse crescendo 6% ao ano. Na Polônia e na Indonésia, que atingiram crescimento médio do PIB de 6,5% ano, o padrão de vida teve elevação digna de uma economia em expansão de 11%.

O estudo também compara o desempenho recente dos Brics - além do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - na geração de mais bem-estar para os cidadãos. Se em relação à expansão da economia, o Brasil ficou atrás dos seus parceiros entre 2006 e 2011, o país superou a média obtida pelo bloco em áreas como ambiente, governança, renda, distribuição de renda, emprego e infraestrutura, diz Orglmeister. China, Rússia, Índia e África do Sul aparecem apenas em 55º, 77º, 78º e 130º, respectivamente, nessa base de comparação, que é liderada pelo Brasil.

O desafio brasileiro, agora, é manter esse ritmo no futuro, afirma o diretor do BCG. "O Brasil precisa avançar em quatro áreas principalmente", diz. "Na melhora da qualidade da educação, na infraestrutura, na flexibilização do mercado de trabalho e nas dificuldades burocráticas que ainda existem para fazer negócios no país."

Para Douglas Beal, um dos autores do trabalho e diretor do escritório do BCG em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, embora os indicadores reunidos para produzir o Seda pudessem ser utilizados para produzir um novo índice, esse não é o objetivo do levantamento. "A meta é criar uma ferramenta de benchmarking, que possa fornecer um quadro amplo. com base no qual os governos possam agir."

Veja a íntegra do relatório em www.cbg.com

© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A

..:: Leia mais no Valor Online

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RHesultados expressivos são nossa marca registrada


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IESDE Brasil: Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino

..:: Quem somos ::..

O IESDE Brasil foi criado no ano de 1999, mas sua atual estrutura, teve início em 2003, com o objetivo de, por meio do conceito de Inteligência Educacional, desenvolver sistemas de ensino qualificados e adaptados à realidade brasileira.

Tendo como premissa a excelência, e como conceito de suas ações a inteligência aplicada aos desafios apresentados pelo setor de educação, o IESDE contribui para a transmissão de conhecimentos e formação de profissionais competentes.

A produção da empresa está pautada na preparação e formatação de conteúdos para livros, videoaulas e plataformas computacionais, sempre de forma integrada e complementar.

..:: Os três Cs do IESDE Brasil ::..

Caráter | Desejamos o bem do próximo, servir o cliente mais exigente com superioridade.
Competência | Gostamos de fazer o que precisa ser feito para obter o resultado necessário, com técnica.
Comprometimento | Realizamo-nos profissionalmente através dos resultados da empresa em que trabalhamos.

..:: Áreas de produção ::..

Para que todo o processo de elaboração dos materiais didáticos ocorra, o IESDE conta com uma grande equipe voltada a quatro áreas de produção: Planejamento Pedagógico, Produção Editorial, Produção Audiovisual e Tecnologia de Produção.

..:: 350.000 beneficiados | 700 colaboradores ::..

O sistema de ensino e a logística do IESDE já beneficiaram aproximadamente 350 mil pessoas, que utilizaram o material através de diversas instituições de ensino, órgãos de classe e empresas privadas do país.

Contando com aproximadamente 700 colaboradores diretos, a produção do IESDE, toda elaborada em sua sede de Curitiba, aumenta continuamente, e a empresa não para de crescer.

..:: Estúdios ::..

Pensando em melhorar cada vez mais a qualidade do serviço prestado, o IESDE inaugurou, em 2008, dois novos estúdios de gravação que figuram entre os maiores do sul do Brasil.

..:: Saiba mais sobre o IESDE Brasil e seus produtos aqui!

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..:: A [RH em Hospitalidade] é distribuidora dos cursos QUANTA Educação | IESDE Brasil

11.26.2012

[RH] adquire licença para comercializar cursos a distância da QUANTA Educação

O quarto trimestre de 2012 marca o início de um maciço processo de investimento na área de educação a distância realizado pela [RH em Hospitalidade]. A empresa, que presta assessoria na área de treinamento organizacional, tem sede na cidade de Santos (SP) e está no mercado desde 2007.

A [RH], como também é conhecida a empresa, adquiriu a franquia do Portal QUANTA Educação. A partir do mês de dezembro de 2012 serão ofertados cursos a distância em diversas áreas e assuntos como ‘Bolsa de Valores para Iniciantes’, ‘Como Elaborar e Gerenciar Projetos’ e ‘Gestão Eficaz de Fluxo de Caixa’.

Os cursos serão comercializados por meio do blog [RH em Hospitalidade] http://rhemhospitalidade.blogspot.com – e têm preços a partir de R$ 29,90. A educação a distância transfere ao estudante grande parte da responsabilidade sobre a qualidade do aprendizado, pois o horário de estudos é flexível e possibilita ao aluno adequar os estudos a sua disponibilidade de tempo, horários e disposição.

A [RH em Hospitalidade] trabalhará, sobretudo, na promoção do Plano Educação, que contempla o “acesso aos mais diversos conteúdos educacionais online, tornando-se um novo benefício que se estenderá para toda a família. São mais de 400 cursos em diferentes níveis de ensino realizados por videoaulas e livros digitais que se adaptam à disponibilidade de cada usuário".

..:: Vantagens do Plano Educação para empresas ::..

  • Baixo custo e alto impacto
  • Conteúdo de alta qualidade
  • Variedade de temas em diversas áreas
  • Ambiente interativo
  • Acesso imediato ao material
  • Disponibilidade estendida para a família do colaborador

..:: Por que sua empresa deve utilizá-lo? ::..

  • Diferencial corporativo
  • Atração e retenção de talentos
  • Desenvolvimento de competências individuais
  • Melhoria do clima organizacional

Acompanhe as atualizações do blog [RH em Hospitalidade] e fique sabendo de grandes ofertas e oportunidades de qualificação e investimentos na educação de toda sua família!!

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..:: A [RH em Hospitalidade] é distribuidora dos cursos QUANTA Educação | IESDE Brasil

Blog [RH] é ‘Top 100’ em ‘Empreendedorismo’


O blog corporativo da [RH em Hospitalidade], assessoria na área de treinamento organizacional sediada em Santos (SP), é uma das cem páginas brasileiras mais populares no assunto ‘empreendedorismo’.

Pelo quarto ano consecutivo a empresa participa do concurso ‘Top Blog’, prêmio que avalia e elege as páginas virtuais mais populares e melhor formatadas, segmentadas em diversas categorias. Os blog são categorizados em grupos como ‘Arte e Cultura’, ‘Economia e Finanças’, ‘Empreendedorismo’ e ‘Política’.

..:: Edições anteriores ::..

blog corporativo da [RH em Hospitalidade] participou nas edições de 2009 e 2010, sendo classificado nessas duas ocasiões como "Top 100 Blog de Variedades Profissionais" na escolha do público.

Essa certificação resume o empenho que aplicamos em nossa comunidade, redes sociais e no blog em especial. Já em 2011, o blog [RH em Hospitalidade] foi mais uma vez TOP 100, sendo um dos 30blogs mais votados do país na categoria "Empreendedorismo".

..:: Prêmio Incentivo Cultural e Inclusão Digital ::: Top Blog ::..

Prêmio Top Blog é um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica (Júri acadêmico) os Blogs Brasileiros mais populares, que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo (Pessoal, Profissional e Corporativo) e categorias.

*Em 2012 a organização do concurso eliminou o ranking dos trinta primeiros colocados.

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11.22.2012

Educação a distância pela Internet

..:: Por: Carlos Alberto Júlio | CEO da HSM do Brasil e professor dos cursos de MBA do ITA, da ESPM e da FEA/USP

As tecnologias de informação constituem a chave para o século XXI explicitada por Delors; são as ferramentas que viabilizam a eficácia e qualidade dos novos modelos de educação continuada à distância.

"As angústias nascidas da técnica abalam todos os valores da civilização. O desenvolvimento descontrolado das técnicas está à beira de se transformar no problema essencial do mundo contemporâneo."

Este conceito está completando 50 anos. Trata-se da base temática do livro Aonde vai o trabalho humano , escrito em 1950 por Georges Friedmann. Numa época em que a globalização não existia, a informática e a automação das plantas industriais eram absolutamente incipientes e a organização do trabalho ainda não havia sido influenciada pelo modelo de divisão em células e práticas como a qualidade total (desenvolvida a partir da explosão econômica japonesa) e ISO 9000, já se manifestavam a preocupação e a angústia relativas à exigência de o ser humano, enquanto profissional, manter-se atualizado diante da ebulição tecnológica.

Hoje, num mundo em que a tecnologia renova-se em velocidade fulminante e que a informação é o mais importante diferencial das empresas, organizações e indivíduos, o problema essencial indicado há 50 anos por Friedmann continua a desafiar a sociedade humana, agora potencializada pela competitividade compulsiva da globalização. Nesse contexto, a educação, genericamente, torna-se o paradigma essencial.

Esta afirmação é referendada, categoricamente, pelo economista Robert B. Reich, secretário do Trabalho dos Estados Unidos no primeiro mandato de Bill Clinton, considerado um dos mais influentes pensadores modernos sobre o futuro do trabalho e responsável pela recuperação do nível de empregos em seu país. Reich, professor catedrático da Universidade de Harvard, sempre deixou claro que a educação e a constante reciclagem e aperfeiçoamento dos profissionais são fatores essenciais no contexto da nova configuração do mercado de trabalho.

Essa questão crucial tem preocupado estudiosos e organizações internacionais. Em 1993, quando a globalização e as transformações periféricas que suscitou já se manifestavam de forma mais contundente, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Cultura e a Educação) constituiu a Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. A missão do colegiado era exatamente a de delineara missão dos educadores e do ensino de maneira geral na passagem do milênio, considerando, basicamente, a internacionalização das economias e a necessidade de democratizar o conhecimento para reduzir as desigualdades.

O grupo foi liderado pelo francês Jacques Delors, ex-presidente da Comissão Européia. As conclusões da comissão, conhecidas como Relatório Delors, foram apresentadas em 1996. O texto reconhece o ensino como direito fundamental do homem, o que se constitui em avanço conceitual importante para o novo século. Em outro segmento, contudo, indica que, mais do que nunca, é necessário buscar respostas eficientes para pôr fim à antiga angústia do homem profissional diante do avanço ininterrupto e cada vez mais veloz das tecnologias e do conhecimento.

O próprio Delors responde, de forma incisiva, à questão: "O conceito de educação ao longo de toda a vida aparece como uma das chaves de acesso ao século XXI". Ou seja, a educação continuada é fator condicionante ao sucesso dos indivíduos na nova ordem econômica mundial.

É por isso que o ensino à distância tem avançado geometricamente em todo o mundo. Afinal, é a única forma capaz de conciliar a necessidade da educação continuada com a falta de tempo e as dificuldades cada vez maiores de um profissional estar fisicamente presente em uma sala de aula. Hoje, a tela do computador é uma sala de aula mundial, infinita, na qual é possível fazer cursos de alto nível. Até pouco tempo atrás, fazer qualquer curso ministrado por gurus internacionais do management, por exemplo, exigia alguns meses de exílio numa ala residencial de campi como os de Harvard, Columbia e MIT e o desembolso de considerável volume de dólares.

As tecnologias de informação e, mais recentemente, a Web constituem a chave para o século XXI explicitada por Delors. Ou seja, são as ferramentas que viabilizam a eficácia e qualidade dos novos modelos de educação continuada à distância. Dentre todas as virtudes e problemas, a rede mundial de computadores assume papel fundamental ao ampliar o acesso ao conhecimento, que se transforma no centro da competitividade e na principal riqueza da sociedade contemporânea. Saber é o verbo que melhor decodifica a senha do sucesso profissional no novo século.

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Cursos à distância em alta


Com a atual crise financeira que abalou muitos países, as empresas estão sendo obrigadas a buscarem treinamento à distância para capacitação profissional de seus funcionários com custos reduzidos. Diante desse cenário, as instituições que oferecem cursos de qualificação profissional a distância foram as grandes beneficiadas. Segundo a diretora de e-learning, Magali Fernandes, da empresa paulista ECID (Educação Continuada Internacional a Distância), nos últimos 60 dias a instituição registrou aumento três vezes maior. "Diariamente estamos sendo contatados por profissionais da área de Recursos Humanos em busca de cursos de capacitação profissional a preços customizados, tanto de empresas nacionais como estrangeiras, localizadas, principalmente, em Angola, Moçambique e Portugal", explica Magali.

Os cursos profissionalizantes a distância por e-learning passaram a ser fundamentais para as economias que estão em franca expansão e precisam que seus colaboradores estejam sempre aperfeiçoando seus conhecimentos técnicos, pagando valores acessíveis. Outro diferencial é que não existem barreiras de fronteiras e o aluno tem a oportunidade de estudar nos dias e horários mais convenientes sem que prejudique sua rotina normal de trabalho.

O professor Edvaldo Nazário, coordenador pedagógico dos cursos industriais e profissional da área de engenharia da Refinaria de Capuava (Petrobrás), explica que a instituição tem condições de desenvolver qualquer curso da área de interesse dos alunos, sejam eles pessoas físicas ou grupos corporativos, em razão do seu corpo docente ser formado por profissionais altamente especializados. "Nossos cursos e conteúdos pedagógicos podem ser formatados e customizados de acordo com as necessidades dos alunos ou da empresa, tendo como base informações fornecidas pela área de treinamento de pessoal", esclarece Nazário.

Nos cursos on-line a aprendizagem é contínua e quando bem ministrado, o aluno pode aprofundar sua compreensão e as discussões com o professor passam a ser muito mais ricas, graças ao ambiente ser mais dinâmico e interativo. Atualmente, os cursos mais procurados na ECID são os industriais: desenho e projeto de tubulações industriais; curso de estruturas metálicas; automação industrial; caldeiraria (controle de caldeiras); CLP; eletrônica industrial e lógica digital; interpretação de desenho técnico; instrumentação industrial e automação de sistemas e manutenção industrial.

..:: Fonte: Portal HSM


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Educação a distância e a aprendizagem organizacional


..:: Por: Luciano Satler (É membro do Comitê de Qualidade da ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância)

Desenvolver novas formas de aprendizado é um dos resultados que a convergência digital trouxe para os novos modelos de educação

A capacidade de aprender é essencial em tempos de transformação. Isso é válido desde a época em que a sociedade evoluiu para a atividade agropastoril, deixando a incerteza da coleta e da caça como únicas possibilidades de alimentação.

As tribos que mais rapidamente dominaram as técnicas envolvidas com a agricultura e a domesticação de animais foram as que avançaram com maior sucesso. Em tempos de transição de um modelo de sociedade para outro, aprender mais e mais rapidamente é o único caminho possível para não ser dominado ou substituído por alguém com melhor capacidade de aprendizagem.

Isso vale para indivíduos e organizações, sejam elas órgãos governamentais, empresas ou instituições sem fins de lucro. No caso das empresas, vários empreendedores estão descobrindo, não sem sofrimento, que a perda da competitividade pode acontecer muito rapidamente, seja pela introdução de novas tecnologias, seja pelo surgimento de novos players no mercado, com maior competência em processos ou na gestão da marca. Investir na aprendizagem organizacional é a melhor forma de encarar esses tempos de mudanças abruptas.

O problema que os departamentos de Recursos Humanos enfrentam hoje é que as demandas por aprendizagem se aprofundaram e foram aceleradas num nível inédito. Os programas tradicionais de treinamento e capacitação já não são suficientes, especialmente os que se baseiam no modelo anterior de difusão do conhecimento: hierarquizado, centralizado e dissociado do cotidiano dos colaboradores.

A chamada web 2.0 chega num tempo sem precedentes, em que a informação é criada e difundida em volume e velocidade antes inimagináveis, ultrapassando fronteiras geográficas e culturais antes intransponíveis.

Essa avalanche informacional exige que as pessoas aprendam novas maneiras de se comunicar, de acessar informações e desenvolvam padrões de raciocínio. O novo livro de Don Tapscott (A hora da geração digital, Editora Agir Negócios, 2010) demonstra quão radical é a transformação trazida pela convergência digital, em todos os âmbitos da sociedade.

A Educação a Distância (EAD) entra nesse bojo como uma das mais adequadas formas de se promover a aprendizagem hoje em dia. A EAD está ainda em seus primórdios, em termos de metodologias e tecnologias. No entanto, pode colaborar com construção de contextos que valorizem a criatividade e promovam a inovação.

Na prática, é irreal planejar um programa empresarial de capacitação atualmente sem incluir a EAD e, como parte fundamental dessa estratégia, a adoção da filosofia e dos recursos da web 2.0 como caminhos para a aprendizagem organizacional. Fica mais complexo, porque o conteúdo torna-se menos importante que a relação humana. E bons relacionamentos se constroem com base na confiança mútua, integridade, abordagem participativa e colaboração.

A EAD tem alguns fundamentos para ser bem-sucedida, a saber:

• Flexibilidade de tempo, ou seja, posso me dedicar a aprender quando quero.
• Flexibilidade de espaço, que eu possa me dedicar a aprender onde achar melhor.
• Flexibilidade de ritmo, poder escolher o que aprender e no momento em que considerar mais adequado.
• Personalização, ter alguém (não uma máquina ou software) com quem me relacionar sobre os assuntos que desejo aprender.
• Acesso, ter disponível o conteúdo necessário, adequadamente indicado, filtrado e priorizado.
• Administrar o pêndulo entre flexibilidade e rigidez, personalização e massificação, acesso e segredo é o que demonstra a competência da gestão que adota a EAD focada na aprendizagem organizacional.

Uma nova cultura de aprendizagem está rapidamente se estabelecendo. Isso afeta as empresas, na medida em que se tornar um ambiente propício à aprendizagem organizacional, é fundamental para a competitividade e perenidade.

Cultivar a imaginação, a criatividade e a transparência tem como princípio acreditar que a liberdade deve ser priorizada. Portanto, se a EAD é o caminho da Educação Corporativa, a web 2.0 incorpora a filosofia e as ferramentas necessárias para o pleno desenvolvimento de programas eficazes de capacitação.

Adotar esses novos rumos pede uma visão empresarial que entenda as pessoas como cerne, princípio e finalidade de tudo que se faz.

Luciano Satler (É membro do Comitê de Qualidade da ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância)

..:: Fonte: Portal HSM | 08/06/2011


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Estrangeiros buscam trabalho nas startups


..:: Por: Adriana Fonseca | Valor Online

O desembarque de executivos estrangeiros no Brasil não para. Neste ano, até setembro, já foram concedidas 1.276 autorizações para profissionais que passaram a ocupar cargos com poder de gestão em empresas no país, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

Depois das multinacionais e das grandes companhias brasileiras, agora são as startups - pequenas empresas em estágio inicial e com grande potencial de crescimento - que vêm conseguindo atrair e completar seus quadros com forasteiros.

O americano Luke Cohler é um exemplo. Há pouco mais de dois anos ele chegou ao Brasil transferido pela consultoria global Bain & Company, ocupando o cargo de consultor associado sênior.

Cohler já dominava o português - uma das razões de sua transferência -, assim como o francês e o espanhol, e tinha grande interesse pelo Brasil desde a adolescência. Durante sua graduação na Universidade de Princeton, fez um estágio no Rio de Janeiro e seu trabalho de conclusão de curso teve como tema o planejamento urbano de Curitiba. Diante de tanto conhecimento sobre o país, ele se perguntou: "Não faria sentido ter uma experiência profissional no Brasil, que está em um ótimo momento?"

Logo após a mudança de Nova York para São Paulo, conheceu por meio de colegas em comum um dos fundadores do site de compras coletivas Peixe Urbano, Julio Vasconcellos. "Quando fui transferido pela Bain, já estava procurando algo para fazer na minha carreira depois da consultoria", conta o executivo, hoje com 27 anos. Passados os seis meses de seu contrato de expatriação, ele assumiu a diretoria de categorias, campanhas e comunicação do Peixe Urbano, no Rio de Janeiro.

O que atraiu Cohler a assumir a nova função não foi exatamente o salário. "Gosto da agilidade das startups e tenho dado prioridade a experiências profissionais que sejam enriquecedoras", diz o executivo, que afirma ter avançado uma década em sua carreira nesses dois anos de Peixe Urbano. Para ele, o ambiente da startup, que requer soluções para crises novas quase todos os dias, é altamente motivador. Cohler reconhece, contudo, a importância de sua experiência anterior. "Atuar em uma grande consultoria foi fundamental para o meu desenvolvimento. Mas gosto de colocar a mão na massa e de ver as coisas acontecerem. Consigo encontrar essa agilidade em uma empresa menor."

Sandra Finardi, diretora da DM Executivos, do Grupo DMRH, especializado em recrutamento e seleção, diz que o executivo que atua em uma companhia iniciante tem um perfil diferente daquele que prefere uma grande organização. Na startup, por exemplo, é preciso estar na linha de frente e ser estratégico ao mesmo tempo. "A estrutura é mais enxuta e não há secretárias ou outros funcionários para dar suporte. São ambientes bastante distintos", ressalta.

Sobre a remuneração, Sandra afirma que no longo prazo um posto em uma startup pode até ser mais vantajoso que um cargo em uma multinacional. Isso porque existem participações nos ganhos da empresa, que normalmente crescem a taxas bem mais elevadas. Nas empresas menores, no entanto, o que mais atrai os profissionais, segundo Sandra, é o desafio de poder construir algo com a cara deles. "O nível de autonomia é diferenciado e é preciso ter um olhar muito empreendedor", afirma.

Essa autonomia, a rapidez do dia a dia e a possibilidade de ter contato com o presidente e o diretor financeiro da empresa logo no começo da carreira foram os motivos que levaram o português Ricardo Parro a preferir as startups desde que entrou no mercado de trabalho. "Queria ter uma visão ampla da área de tecnologia e as empresas menores permitem isso", diz ele, que hoje é diretor de tecnologia da Printi, uma plataforma que oferece serviços gráficos on-line sediada em São Paulo. A empresa foi lançada em agosto deste ano e recebeu investimento de R$ 2,5 milhões da Greenoaks Capital e de investidores anjo.

Parro conta que havia trabalhado no desenvolvimento de outra startup em Londres, a Wonga, da área de finanças, considerada uma das companhias de crescimento mais rápido em tecnologia no Reino Unido. O executivo português diz que os dois sócios da Printi, Florian Hagenbuch e Mate Pencz, estavam precisando de alguém da área de tecnologia para se juntar à empresa, que estava começando. "Buscaram na internet, viram a minha experiência e entraram em contato."

Ele diz que nunca tinha pensado em vir ao Brasil, mas gostou do projeto e aceitou o convite para atuar como CTO (Chief Technology Officer) da Printi. "O lugar é importante, mas os projetos são mais", diz o português. "Mas estou gostando daqui", afirma, referindo-se ao Brasil. Hoje, a Printi tem cerca de 15 funcionários. Em abril, quando Parro começou, eram só três pessoas - ele e os dois sócios. "Como a equipe de uma startup é pequena, os negócios andam rápido e dá para aprender muito mais."

A agilidade na gestão é um fator que também atraiu o franco-inglês Christopher Marchak. Ele ingressou na brasileira Scup, especializada em monitoramento de mídias sociais, há menos de um ano. Ocupava, no início, um cargo júnior na área de expansão da empresa. Hoje, é um dos líderes da implementação da companhia nos Estados Unidos. "A startup dá mais responsabilidade aos profissionais e oferece uma camada de atuação maior."

O interesse de Marchak pelo Brasil começou quando ele cursava o mestrado em administração internacional da Global Alliance in Management Education (Cems), uma aliança global de escolas de negócios. Durante o programa, precisava fazer um intercâmbio em outro país e escolheu o Brasil. "Além da cultura e do clima, pesou o fato de o país estar crescendo e ter muitas oportunidades", diz Marchak. Aqui, fez um estágio na Scup. "A empresa precisava de alguém com experiência internacional e me fizeram uma proposta de trabalho quando terminei o curso", conta.

Marchak diz que precisou se adaptar à nossa cultura para lidar melhor com os novos colegas no trabalho. Ele percebeu que, no Brasil, ser muito direto pode ofender as pessoas. "É preciso falar do jeito certo ou isso interfere no trabalho. É o oposto do que acontece em Nova York, por exemplo, onde tenho que ser objetivo", diz.

Sandra, da DM Executivos, diz que a sensação experimentada por Marchak é comum entre profissionais estrangeiros que vêm trabalhar no Brasil. "Os executivos de fora precisam ter um olhar forte para a gestão de pessoas", diz. De acordo com ela, para alcançar metas no país, o líder precisa primeiro conquistar a equipe. "Muitas vezes, o profissional estrangeiro chega focado no resultado e não desenvolve uma boa relação no trabalho com a equipe, que envolve também o lado pessoal. Isso pode colocar todo o projeto em risco", alerta.

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11.21.2012

Os riscos de trabalhar sem sair da cama


..:: Por: Sue Shellenbarger | The Wall Street Journal | Valor Online

O que é mais produtivo e confortável: usar o laptop esparramado na cama ou devidamente sentado em uma mesa?

Estudiosos de hábitos de trabalho dizem que uma nova geração, que praticamente nasceu usando aparelhos móveis, está cada vez mais acostumada a teclar recostada em almofadas, deitada ou em posição fetal.

Metade dos mil trabalhadores entrevistados neste ano pela Good Technology, fabricante americana de sistemas de segurança para plataformas móveis, disse ler ou responder e-mails de trabalho sem sair da cama. Um estudo com 329 trabalhadores britânicos revelou que quase um em cada cinco passa de duas a dez horas por semana trabalhando da cama, segundo uma pesquisa de 2009 da Credant Technologies, empresa londrina de segurança de dados.

Entre aqueles que trabalham em meio aos lençóis, há quem queira simplesmente monitorar a caixa de entrada ou responder rapidamente a clientes e colegas localizados em outro fuso horário, mostram as pesquisas. Uma pessoa de 37 anos que respondeu a uma pesquisa feita em 2012 pela Infosecurity Europe, uma associação do setor em Londres, disse que "quando você trabalha com gente do mundo todo, é difícil evitar" levar serviço para a cama.

Laura Stack, especialista em produtividade radicada em Denver, no Colorado, disse que o número de clientes seus que trabalham na cama dobrou na última década.

Muitos acham que, com isso, serão mais produtivos. Volta e meia, no entanto, é só uma desculpa para adiar tarefas no horário normal de trabalho. "O raciocínio é o seguinte: 'Já que à noite vou trabalhar um pouco em casa, na cama, posso muito bem tirar uma horinha agora para checar o Facebook e o preço de passagens para minha próxima viagem", diz Stack. Seu conselho? Que a pessoa se esforce para ser mais eficiente durante o expediente e reserve a cama para o sono e o sexo, nada mais.

Alguns se deixam absorver de tal maneira por aparelhos portáteis que se sentem relapsos se desligam a parafernália. Para muitos, trabalhar na cama é um passo rumo à "sujeição à tecnologia", diz Daniel Sieberg, ex-repórter de tecnologia que publicou, em 2011, o livro "The Digital Diet" (literalmente, "o regime digital"), no qual conta como venceu o vício em aparelhos eletrônicos.

"Minha mulher tinha um apelido para mim: 'vaga-lume', porque mesmo na cama meu rosto estava sempre iluminado por alguma tela", conta. "Posso dizer, por experiência própria, que ficar com o olho pregado em uma tela não faz bem para a relação". Hoje, Sieberg fez do quarto uma "zona livre de eletrônicos".

Carregadores são plugados em outro lugar da casa. Para acordar, em vez do alarme do celular, ele usa um despertador. Mais de metade das pessoas cujo companheiro trabalha na cama acha o hábito irritante, segundo a pesquisa da Credant.

Pesquisas de mercado da americana Reverie, fabricante de camas ajustáveis, sugerem que até 80% dos jovens profissionais na cidade de Nova York trabalham regularmente da cama, diz o diretor-presidente da empresa, Martin Rawls-Meehan. A Reverie está lutando para mudar a imagem da cama ajustável - vista como "coisa de hospital" - para atrair o público mais jovem. A ideia é mostrar que elevar a cabeça ou os pés pode reduzir a tensão na hora de ver TV ou trabalhar deitado.

As camas da Reverie vêm com tomada embutida na base para quem quiser conectar uma lâmpada, um televisor, um laptop. Tanto a tomada como os ajustes da cama podem ser operados com controle remoto, ou por Wi-Fi e Bluetooth através do celular ou do tablet.

David Spiegel evitava trabalhar da cama por achar desconfortável. Mas desde que comprou uma cama ajustável da Reverie, seis meses atrás, o advogado de Chicago passou a checar e enviar e-mail à noite. Elevar a cabeceira e o pé da cama impede a tensão nas costas, diz. Além disso, o ritual noturno de trabalho o ajuda a "ficar por dentro e a garantir que esteja tudo em ordem" - e a saber que vai chegar no dia seguinte "preparado".

A fabricante americana de camas de luxo E.S. Kluft & Co., da Califórnia, acaba de lançar uma cama gigante (com 2,15 metros de largura e comprimento). O modelo é 16% maior que uma cama king normal e 30 centímetros mais largo que uma versão já maior, a California King. Um modelo tem ajustes separados para cada lado, em parte para permitir que o casal espalhe papéis na cama e trabalhe dali mesmo, diz o diretor-presidente da empresa, Earl Kluft. Uma propaganda recente mostra um casal checando o laptop lado a lado. A cama é vendida como "um lugar de encontro, um local de trabalho, uma zona de conforto para o casal", diz Kluft.

A Steelcase, fabricante americana de mobiliário de escritório, vem estudando hábitos de trabalho da geração do milênio e de outros jovens trabalhadores. Há pouco, lançou uma linha de poltronas reclináveis com apoio para a cabeça e almofadas para quem deseja trabalhar ou conversar com colegas de uma posição mais confortável. A empresa espera que mais empregadores substituam um cubículo ou dois por mobiliário flexível como esse. "Talvez a pessoa até diga, 'vou trabalhar aqui, não hoje a noite na cama'", diz James Ludwig, diretor global de design da empresa.

Especialistas em ergonomia não botam fé na tendência. Segundo Sieberg, muita gente que leva o laptop ou outros aparelhos para a cama acaba com torcicolo ou dor nas costas por manter o corpo em uma posição desconfortável - apoiado nos cotovelos ou virando de lá para cá na tentativa de achar uma boa posição. Usar sem maiores compromissos um smartphone ou tablet na cama traz menos risco de um problema ergonômico que realizar um trabalho variado e intenso no laptop. Mas trabalhar em qualquer aparelho portátil na cama por mais de uma hora sem apoio lombar, com o pescoço muito curvado para a frente ou com os braços e as mãos suspensos em um ângulo incômodo, provavelmente vai causar dor e desconforto.

Don Chaffin, diretor emérito do Centro de Ergonomia da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, recomenda o uso de um teclado solto sobre uma mesinha de colo ou uma almofada. E, também, apoiar cotovelos e braços de modo que os pulsos estejam em linha reta quando estendidos. Qualquer tela ou monitor deve ficar no nível dos olhos, ou abaixo dele, talvez em uma mesinha móvel ou braço retrátil, para que o usuário não tenha que dobrar o pescoço em um ângulo de mais de 15 graus. Um apoio lombar para as costas e mais almofadas sob as pernas podem aliviar a tensão muscular, diz Chaffin. E mais: a cada hora, mais ou menos, a pessoa deve levantar e se mexer um pouco.

O sono também pode ser prejudicado, é claro. Russell Rosenberg, presidente da Fundação Nacional do Sono, nos EUA, diz que a luz da tela de eletrônicos tende a suprimir o hormônio do sono, a melatonina. E o hábito de trabalhar na cama pode "romper o elo entre o sono e o quarto" e desencadear ou piorar um quadro de insônia, diz.

Tirando os poréns, há quem jure que trabalha melhor na cama. O poeta americano Charles Simic, vencedor de um Pulitzer, diz que escreveu "parte absurda" de seus 19 livros de poesia em meio ao emaranhado dos lençóis. Mesmo quando tinha uma sala com vista para o Capitólio, durante sua temporada como Poeta Laureado dos EUA, ele preferia a cama. "Tudo flui muito melhor" ali, diz.



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11.19.2012

O empresário dos hotéis no Brasil

..:: Por: Naiana Oscar | Hotel Invest (08/10/2012)

Em dezembro de 2008, o empresário Antonio Setin estava de férias com os filhos em Nova York quando recebeu um telefonema do sócio: "Meu caro, nós vamos quebrar. Não temos caixa para chegar a janeiro". Oito meses depois, a incorporadora Klabin Segall, quebrada, foi vendida para a Agra, que hoje pertence à PDG. Setin curou o trauma de ter visto a empresa ruir com um sabático pela Europa. De volta ao Brasil, retornou ao mercado imobiliário e, mais recentemente, à hotelaria, ramo que o tornou conhecido na década de 90.

Hoje, ao lado da Odebrecht, a Setin é a empresa que mais tem investido em hotéis no País. A incorporadora vai aplicar R$ 700 milhões na construção de oito empreendimentos em São Paulo e na Bahia. As unidades serão lançadas até o fim de 2013 e devem gerar vendas no valor de R$ 1,3 bilhão. Dos oito hotéis, cinco são de uma bandeira da Accor que ainda não existia no Brasil. A marca Adagio difere das outras bandeiras do grupo francês por ter sido projetada para estadias mais longas de, no mínimo, quatro noites. Os quartos têm sala e cozinha, por exemplo.

Essa não é a primeira vez que Antonio Setin traz uma novidade da Accor para o Brasil. Os negócios entre as duas companhias vêm de longa data e remontam à época em que o empresário brasileiro começou a fazer seu nome no mercado da hotelaria. Foi Setin que trouxe as bandeiras Ibis e Formule 1 para o País na década de 90. Hoje, ele é o maior parceiro da Accor no mercado brasileiro.

Na indústria hoteleira, funciona assim: o incorporador localiza o terreno, negocia a área, contrata a construtora, tira o hotel do papel e vende os quartos para um grupo de investidores (ou banca tudo com recursos próprios). A operadora - no caso, a Accor - empresta sua marca e administra o empreendimento.

Os primeiros hotéis que Setin desenvolveu, na década de 90, foram financiados integralmente por ele. Até hoje, o empresário é dono do Ibis Barra Funda, em São Paulo, e reconhecido como um dos empreendimentos hoteleiros mais rentáveis do País. "Esse é o inconveniente da incorporação hoteleira: quando o negócio é bom demais, o incorporador não coloca à venda no mercado", alfinetou um concorrente.

Setin já ganhou e já perdeu muito dinheiro na hotelaria. Ele começou a investir nesse segmento em meados dos anos 90, depois que sua incorporadora imobiliária foi arrasada pelo plano Collor. Sem solução para um terreno que não tinha vocação para abrigar imóveis residenciais, o empresário decidiu apostar num hotel. Entre 1996 e 2003, a empresa dele colocou no mercado 15 empreendimentos, com um total de 4 mil quartos. Era o boom da hotelaria no Brasil. "Todo mundo queria investir em hotéis, na expectativa de ter uma renda gorda e garantida", diz Diogo Canteras, presidente da consultoria HotelInvest. Mas a superoferta de quartos fez a rentabilidade do setor despencar e afugentou os investidores.

Até o fim do ano passado, Setin ainda amargava um estoque de 200 unidades no Ibis de São José dos Campos. Só agora, que o mercado voltou a crescer, é que ele conseguiu desovar os quartos. "É a falta de conhecimento dos investidores e a irresponsabilidade de quem desenvolve os projetos que mata o mercado", diz o empresário, sem esconder a preocupação de que a hotelaria viva de novo uma superoferta.

Escolado em crise. Se tem um assunto que Setin domina e conhece bem é crise. Ao menos é o que diz sua história. Filho de operários paranaenses semianalfabetos, o empresário começou a trabalhar com o irmão mais velho, aos 13 anos, numa marcenaria. Foi o único dos oito irmãos que conseguiu fazer faculdade. Estudou arquitetura e começou a construir casas para vender, numa época em que o mercado imobiliário estava estagnado. "A Setin nasceu no meio de uma crise." Depois disso, veio o plano Collor, seguido da ascensão e queda do mercado hoteleiro.

Em 2005, ano em que as primeiras incorporadoras abriram o capital na bolsa, o empresário perdeu o irmão mais velho (e sócio) num acidente de carro. Dois anos depois, vendo que os concorrentes já estavam em outro patamar, ele decidiu se unir à Klabin Segall - empresa que não resistiu à crise financeira mundial e foi vendida para a Agra, controlada na época pelo megainvestidor espanhol Enrique Bañuelos.

Dos tombos que levou, Setin diz ter aprendido algumas lições. "Agora, só fecho negócios em lugares que posso chegar de carro, para ter tudo ao alcance dos olhos", diz. "E o tamanho da empresa será suficiente para não me impedir de usufruir o que conquistei até agora. Fim de semana, por exemplo, é sagrado."

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Brasileiros se preparam pouco para entrevistas de emprego

..:: Por: Adriana Fonseca | Valor Online


Profissionais britânicos e irlandeses são os que mais gastam tempo pesquisando sobre as empresas e as vagas para as quais estão se candidatando. Levantamento da consultoria Robert Walters com 2.500 profissionais ao redor do mundo mostrou que 74% dos irlandeses e 55% dos britânicos investem mais de duas horas na busca por informações a cada entrevista de emprego. Na média global, 38% relataram dispor desse tempo.

No Brasil, por outro lado, 40% afirmaram dedicar menos de 30 minutos para se informar mais sobre a vaga que almejam. Globalmente, 22% disseram que se preparam por apenas 30 minutos. Outros países têm números semelhantes aos do Brasil. Na Holanda, por exemplo, 44% também acham meia-hora suficiente e na Alemanha, 41%.

Entre os que dedicam mais de duas horas para pesquisar sobre a vaga - além de grande parte dos irlandeses e britânicos - também aparecem os chineses (50%), os profissionais de Hong Kong (42%), da Austrália (41%), dos Estados Unidos (41%) e da África do Sul (39%).

Ao divulgar o estudo, Chris Hickey, diretor geral de recrutamento da Robert Walters para o Reino Unido, disse que ele sempre recomenda aos executivos que pesquisem a companhia e a vaga para a qual estão se candidatando o máximo possível antes do encontro presencial com o recrutador. “Na entrevista, os empregadores procuram entrevistados que possam demonstrar um certo nível de entendimento da posição e das preocupações do negócio”, afirmou.

Durante a preparação, Hickey recomenda que os profissionais explorem o site da empresa para entender, com precisão, o que a companhia faz e seu recente desempenho. Segundo ele, também é uma boa ideia conversar com pessoas do setor para pegar dicas sobre a cultura organizacional do futuro empregador. Finalmente, recomenda ele, vale acompanhar a cobertura que a mídia tem feito da companhia, pois isso pode munir o candidato de informações sobre as atividades, estratégias e presença de mercado da empresa. “A habilidade de demonstrar conhecimento sobre todas essas facetas da empresa durante a entrevista pode ser um fator diferencial para os empregadores quando estão decidindo quem vai ficar com a vaga”, completa.

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11.13.2012

30 novas carreiras encontre a sua aqui


Quais são e quanto pagam as áreas que estão despontando no mercado e devem absorver mais profissionais nos próximos anos

Luiz de França, Vanessa Vieira e Colaboração de Lucas Rossi | Portal Você s/a


Anualmente, a rede Laureate, grupo multinacional de educação que é dono de 50 universidades em 20 países, dez delas no Brasil, faz um estudo no qual mapeia as áreas do conhecimento que deverão ganhar projeção no mercado de trabalho e exigir profissionais nos próximos anos.

Com o estudo, a instituição identifica demandas de mercado, que muitas vezes nem as organizações sabem que têm, e procura criar cursos adequados para atender as empresas.

O estudo de 2011 aponta que parte significativa das novas carreiras está relacionada às indústrias de tecnologia da informação, engenharia, energia e à sustentabilidade. Outra parcela estará concentrada em serviços, em áreas como entretenimento e saúde. "Esses empregos estão relacionados a mudanças demográficas e a novas tecnologias e vão requisitar mais inovação e criatividade do que as formações tradicionais", diz Oscar Hipólito, diretor-geral acadêmico da Laureate Brasil.

Outra característica das carreiras emergentes é a integração de diferentes esferas do conhecimento. "O profissional do futuro é um especialista que busca uma conexão com outra área", diz Carlos Antônio Leite Brandão, do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Embora algumas das profissões ainda nem existam formalmente, os interessados podem usar desde já as informações sobre as novas carreiras para pautar seus caminhos profissionais.

"A pessoa pode ir se aproximando, dentro da empresa, de áreas afins àquela em que pretende atuar no futuro", diz Renata Giovinazzo Spers, coordenadora de projetos da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo. "Os profissionais que se anteciparem, se preparando desde já para atender às tendências do mercado para os próximos anos, provavelmente vão se tornar referência nessas novas áreas, quando elas explodirem", diz. Mas, lembrese: para conquistar essas vagas, é preciso investir na educação. Então, mãos à obra.

..:: Saiba quais são essas 30 carreiras no Portal Você s/a

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Ensino virtual


Pós-graduação a distância ganha força no país e grandes grupos educacionais investem em aulas online

Por: Joana Porto | Portal Você s/a


Os programas de MBA e pós-graduação online no Brasil já correspondem a 40% de todos os cursos feitos pela internet oferecidos no país em 2008. Dos 568 novos cursos, 127 são de pós-graduação (22% do total). No fim do ano passado, 490 000 pessoas se matricularam na sala de aula online. Os dados são do último censo EAD, trabalho conjunto entre FGV Online, Associação Brasileira de Ensino à Distância (Abed) e Secretaria de Educação a Distância do MEC (Seed). Em 2010, a pós-graduação a distância deve ganhar ainda mais força com os maiores grupos de ensino do país apostando fichas na praticidade das aulas virtuais, que economizam tempo e permitem a flexibilidade que os cursos presenciais não têm. O advogado carioca Gustavo Godoy, de 30 anos, consultor da PricewaterhouseCoopers, queria continuar estudando, mas não tinha tempo de ir às aulas.

Optou pelo curso de pósgraduação em administração de empresas da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) online e também por uma graduação virtual em ciências contábeis na Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Gustavo reserva ao menos uma hora por dia para estudar. “Eu me programo com certa antecedência, procuro saber o que deve ser estudado. Em ambos existe um cronograma bem definido a ser seguido, de modo que o aluno não se perca.” A Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), no Rio Grande do Sul, terá a primeira turma do MBA de gestão a distância no próximo ano e a Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo, também prepara uma nova turma na área de hotelaria. 

De maneira geral, um terço do curso é de encontros presenciais. O crescimento dessa modalidade e as facilidades oferecidas, como economia no tempo de deslocamento e flexibilização do tempo para fazer as aulas na hora em que desejar e intercalar com os horários de trabalho, requerem critério na hora de escolher tanto a faculdade quanto o curso. “Eu faria a análise do conteúdo do curso e obteria informações com quem já passou por ele. Há cursos online muito bons, mas há vários no mercado”, diz a gerente de RH da Mattel, Priscila Sanches, empresa que tem entre seus funcionários diversos alunos de cursos pela internet. A executiva recomenda modalidades que ofereçam pelo menos um ou dois encontros presenciais por semestre para complementar.

..:: Eficácia é semelhante ao presencial ::..

Culpa e isolamento são sentimentos comuns aos alunos de cursos online, já que momentos de lazer em casa podem ser sacrificados por causa dos estudos. A avaliação é da professora Maria Rosa Trombetta, gerente de e-learning da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), de São Paulo. Em troca, os resultados são até melhores que os de cursos presenciais, pois permitem um maior grau de desenvolvimento profissional. “Em termos de eficácia, a relação é muito parecida com o ensino presencial para o aprendizado, desde que o aluno leve a sério a gestão do tempo e divida sua agenda”, diz Rosa.

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