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12.10.2009

Injetar recursos é confiar no próprio negócio

Informe Publicitário - Cadero do Empreendedor - Vol.6

Planejar gastos para crescer e se aperfeiçoar fortalece a empresa e a torna mais segura.

"Além de melhorar a competitividade, investir na própria empresa é a maior prova de que o empreendedor acredita no que está fazendo e tem interesse em crescer. A definição é do consultor do Sebrae-SP, Luis Alberto Lobrigatti, para quem o investimento sólido no próprio negócio é a melhor aposta que o empresário pode fazer.

Investimentos são os recursos com os quais se vai montar, expandir ou melhorar um negócio. Para que eles sejam bem-sucedidos, é fundamental que, antes, tenham sido bem-planejados. O pior cenário para qualquer empresa - embora ele às vezes possa ocorrer - é decidir um investimento na base da correria, para atender a uma necessidade urgente, e ainda com elevado endividamento.
O planejamento começa com uma avaliação sobre a necessidade de investir, em que (máquinas, instalações, veículos, capital de giro, estoque, etc.), quanto e como, sempre com o intuito de manter a empresa competitiva ou, melhor ainda, incrementar seu desempenho. No caso da indústria, o resultado não precisa necessariamente elevar a capacidade de produção. Pode, por exemplo, melhorar a produtividade, modernizar o processo produtivo ou reduzir os custos. Também é possível obter avanços com o aumento da capacidade de vendas ou da prestação de serviços, ou ainda ganhar fôlego para financiar os clientes - o que, em geral, resulta em mais vendas ou novos contratos.
O passo seguinte é decidir como o investimento será pago. O empreendedor tem de saber se a empresa já tem o dinheiro para isso, se vai necessitar de aporte de capital por parte dos sócios, se vai fazer uma reserva a partir do lucro para aplicar mais tarde ou se pretende pagar o investimento em parcelas.

Caso pretenda usar recursos da própria empresa, o empreendedor tem de ter cuidar para não afetar o capital de giro. Para pagar o investimento de forma parcelada - diretamente com os fornecedores ou o banco - a dica é conhecer antes o potencial de lucro. A ideia, nesse caso, é que a lucratividade antes do investimento seja capaz de cobrir as parcelas com alguma folga. Assim, a empresa não só não se aperta como não corre risco excessivo e tem mais segurança por conta do aumento da lucratividade depois que o investimento começar a dar retorno.

Quando o investimento é pago com recursos dos sócios (aportes de capital), eles precisam entender que há um prazo de maturação para que o montante possa ser devolvido em forma de lucratividade maior. Já no caso de financiamento obtido com terceiros, o consultor recomenda 'bastante cautela e avaliação'. É que o recurso costuma aumentar bastante o risco da operação.

Segundo Lobrigatti, o financiamento exerce uma pressão sobre a empresa para cumprir prazos e valores acertados com o credor. Nessa situação também é importante conhecer o potencial de geração de lucro para checar se as parcelas cabem sem sacrifícios no resultado da empresa.

..:: Início também é investimento ::..

Abrir uma empresa também requer investimento e planejamento, assim como saber onde buscar os recursos. Veja as dicas do consultor do Sebrae-SP, José de Arimatea Dantas.
- O primeiro passo é saber quanto será necessário investir para montar o empreendimento. Isso pode ser feito com um plano de negócios.

- Uma loja, por exemplo, terá de se instalar, comprar mercadorias, fazer a divulgação necessária e contratar funcionários.

- Mesmo depois de aberto, muitos gastos deverão ser cobertos pelo empreendedor antes de a receita obtida pela empresa ser suficiente para honrá-los. O tempo varia de negócio para negócio e é fundamental que o empreendedor tenha bom conhecimento do tipo de mercado.

- Se o proprietário do negócio não tiver reservas próprias suficientes para cobrir essas despesas, deve analisar a melhor estratégia para obter o dinheiro com o menor custo financeiro."

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