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6.16.2009

Treinamento EcoEmpresarial: Cultura

Por: Aristides Faria

É interessante notar como o tema socialização, que é pano de fundo de nossa coluna, está relacionado à formação dinâmica da cultura. Não gostaria de entrar em discussão sobre o que vem a ser a cultura ou as culturas, muito menos eleger uma linha de debate sobre o assunto. O que proponho neste artigo é uma reflexão sobre “como” e “o que” podemos aprender a partir do convívio com a cultura alheia.
Você tem alguma idéia?

No mês de agosto acontecerá um evento muito interessante na área de Turismo em Santa Maria (RS). O tema central do congresso é o Turismo de Fronteiras. O assunto é importante ao Brasil, pois temos limites territoriais com diversos outros países em nosso continente. A tragédia com o vôo 447 da Air France nos fez atentar aos limites marítimos também.

Bem, a questão-chave é que a o convívio entre as comunidades fronteiriças faz com que surjam hábitos híbridos, “sem dono”, de origem incerta e de uma beleza singular, que pode ter leitura diferente a poucos quilômetros de sua origem (aliás, qual é ela mesmo?).

Estes dois acontecimentos – o congresso e a tragédia – me fizeram parar para pensar o quão interessantes devem ser as vivências ao ar livre em regiões de fronteira ou mesmo uma atividade de treinamento ao ar livre realizada com participantes de realidades distantes e distintas como São Paulo e Foz do Iguaçu, por exemplo.
Recordei-me também de minha visita a Cáceres, em 2008, quando ministrei oficina durante o Encontro de Bacharéis em Turismo de Mato Grosso (EBET). O município fica a cerca de 90Km da fronteira, mas já nota-se a chamada “cultura transfronteiriça”.

É este “tipo de cultura” que, em verdade, é um hibridismo, uma “modalidade” única, só presente ali. O modo de falar dos cuiabanos reflete bem esta miscigenação, bem como a origem de diversos municípios da região, que nasceram à beira dos rios, das estradas de ferro ou das recentes rodovias. É uma região de trânsito e comércio intenso e assim formou-se uma cultura derivada de tantas outras.

As vivências de socialização ao ar livre podem proporcionar este intercâmbio de hábitos e de culturas particulares
. Obviamente que em um espaço de tempo curto, mas igualmente intenso. Todo compartilhar de espaço e tempo gera uma relação de troca, aparentemente no ambiente de trabalho acabamos esquecendo-nos de aproveitar estes momentos.

Na natureza somos obrigados...


Para conhecer nossa proposta de vivências integradas na natureza clique aqui!

PUBLICAÇÃO SIMULTÂNEA NO BLOG DA ABBTUR SÃO PAULO E NO WEBSITE OUTRO LADO DA NOTÍCIA.
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