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6.24.2009

Experiências em EaD: Referências de qualidade

Por: Aristides Faria & Lucas Siqueira

O trecho a seguir é um fragmento do documento “Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância”, desenvolvido pela Secretaria de EaD do Ministério da Educação.

“Não há um modelo único de educação à distância! Os programas podem apresentar diferentes desenhos e múltiplas combinações de linguagens e recursos educacionais e tecnológicos. A natureza do curso e as reais condições do cotidiano e necessidades dos estudantes são os elementos que irão definir a melhor tecnologia e metodologia a ser utilizada, bem como a definição dos momentos presenciais necessários e obrigatórios, previstos em lei, estágios supervisionados, práticas em laboratórios de ensino, trabalhos de conclusão de curso, quando for o caso, tutorias presenciais nos pólos descentralizados de apoio presencial e outras estratégias.

Apesar da possibilidade de diferentes modos de organização, um ponto deve ser comum a todos aqueles que desenvolvem projetos nessa modalidade: é a compreensão de EDUCAÇÃO como fundamento primeiro, antes de se pensar no modo de organização: A DISTÂNCIA.

Assim, embora a modalidade a distância possua características, linguagem e formato próprios, exigindo administração, desenho, lógica, acompanhamento, avaliação, recursos técnicos, tecnológicos, de infra-estrutura e pedagógicos condizentes, essas características só ganham relevância no contexto de uma discussão política e pedagógica da ação educativa”.

Aristides Faria: venho refletindo bastante acerca de nossa proposta de EaD. Entre uma pesquisa e outra, localizei o citado documento. Devo ser franco, ainda não o li completamente. Penso ser, inclusive, um material para consulta. Assim, gostaria de ater minhas observações a este fragmento.

Desenhos, linguagens e recursos: é interessante perceber como o Ministério esclarece que não existe um padrão de modus operandi, já que, além de serem múltiplas as ferramentas e propostas, existem demandas setoriais de cada segmento do mercado. Contudo, o organismo orienta expressamente quanto a preservação da essência de quaisquer propostas: EDUCAÇÃO enquanto fundamento, A DISTÂNCIA enquanto um modo de organização.

Relevância: administração, desenho, lógica, acompanhamento, avaliação, recursos técnicos, tecnológicos, de infra-estrutura e pedagógicos só ganham relevância, importância e passam a agregar valor a partir do momento em que estão contextualizados, sintonizados, equalizados com uma discussão política – não partidária – e pedagógica – não institucional. Isto, sim, garante relevância e efetividade ao processo ensino-aprendizagem. Contexto!

Lucas Siqueira: também não li todo o documento, mas admito que esse trecho é bastante interessante pelo fato de explicar que, se tratando de EaD, não existem fórmulas mágicas, receitas prontas. Cada curso exigirá recursos específicos a serem utilizados. É nesse ponto que se determinará o sucesso ou fracasso de cada curso. Assim,torna-se necessário planejamento, organização e definição de metas que garantam o êxito do curso. Além disso, é fundamental que o curso tenha uma metodologia de monitoramento capaz de identificar seus pontos fortes e fracos, fraquezas e ameaças (Análise SWOT).

Portanto, o fato de não existirem padrões pré-estabelecidos não significa que os cursos de EaD devam ser criados sem critérios e bases metodológicas sólidas. Criar um curso a esmo e sem objetivos claros fatalmente o levará ao fracasso, além de prejudicar aqueles que investiram tempo e dinheiro na proposta.

Conheça a proposta de EaD do [RH em Hospitalidade].
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