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1.12.2009

No mundo corporativo, é verdade que não é inteligente ser inteligente?

Por: Karin Sato - InfoMoney

Imagine um profissional que enxerga além no trabalho. Os processos que podem ser melhorados na empresa estão claros em sua mente. No dia-a-dia, propõe mudanças, inovações e melhorias. Já ao realizar suas atividades, seu talento vem à tona, chamando a atenção do diretor-geral e dos colegas.

Quando tudo parece transcorrer bem, esse profissional talentoso passa a ser alvo de boicotes. Os colegas não o ajudam mais e seus superiores diretos começam a podar suas idéias. Justamente a capacidade de enxergar além o transformou em uma ameaça aos demais. O que ele fez de errado?

Não brilhe a ponto de ofuscar os demais

O fato de alguém conseguir enxergar mais do que os outros e ter boas idéias para inovar e fazer com que a empresa cresça é "extremamente favorável ao crescimento profissional", de acordo com o coach Ricardo Melo.

Mas o bom senso e a discrição não podem ser deixados de lado. Quem deseja ser promovido, por exemplo, precisa ter muito jogo de cintura. É preciso mostrar excelência no trabalho, no entanto sem que os colegas que possam se sentir ameaçadas percebam, para evitar os boicotes. Difícil? Sim, porém não impossível.

"O importante é saber o momento ideal para expor suas idéias e apresentar resultados. É preciso tomar cuidado para não brilhar a ponto de ofuscar pessoas vaidosas", afirma Melo.

De olho nos outros

Para o coach, os profissionais devem cuidar de sua imagem perante colegas e chefes; observar quem é quem; analisar a receptividade dos demais à sua vontade de ajudar a empresa a crescer; selecionar suas sugestões; e se atentar à forma de se comunicar.

Por exemplo, em uma reunião, suas idéias não condizem com o ponto de vista da maioria. Mas, antes de falar, pense bem, embase sua teoria e apresente argumentos consistentes. Caso contrário, sua opinião pode ser rejeitada ou até boicotada. Observe como cada um se comporta na empresa, antes de abraçar o mundo, finaliza Melo.
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