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1.22.2009

Cinco toques com... Priscila Cordeiro

O blog [RH em Hospitalidade] apresenta quinzenalmente um espaço de entrevistas chamado “Cinco toques com...”. São entrevistas rápidas com pessoas do trade turístico e com profissionais de RH acerca de seu momento na carreira, as perspectivas do mercado e projetos futuros. Com a palavra, o pessoal um com o pé no mercado, atualizado com o que acontece nos diversos segmentos da Hospitalidade Comercial.

Aristides Faria: Olá Priscila! Estou muito contente em ter sua participação aqui no [RH em Hospitalidade]. Minha guia de turismo preferida! Pessoal, a Priscila não é Guia Embratur, mas apresentou Vitória e Vila Velha a mim e a outros colegas durante o Expotur 2008. Foi fantástico! Fique à vontade para resumir sua trajetória profissional, Priscila! O espaço é seu!
I - Priscila Cordeiro: Primeiro, obrigada pelo convite! Estou feliz em participar desse espaço que você mantém na internet com materiais sempre interessantes. Quanto à minha trajetória profissional, ela na verdade é bem recente. Desde outubro de 2008 trabalho como recepcionista bilíngüe de uma empresa do ramo siderúrgico aqui em Vitória - esse é o meu primeiro emprego com carteira assinada. Antes disso, também em 2008, estagiei no hotel-escola do Senac aqui de Vitória, onde tive a oportunidade de fazer parte de todos os setores do hotel, e foi uma experiência incrível! Nos anos de 2006 e 2007 fiz parte da Empresa Júnior de Turismo da UFMG, nos departamentos de Marketing e RH, e considero essa vivência da empresa júnior fundamental na vida de qualquer acadêmico de graduação.

Ah, mas o meu primeiríssimo contato com o mercado de trabalho foi em 2005/2006 durante um intercâmbio em South Lake Tahoe - CA, EUA, onde trabalhei simultaneamente em uma estação de esqui e em uma lanchonete.

Aristides Faria: Show, Priscila! Por falar em Expotur, gostaria que você comentasse sua visão acerca da importância da participação em eventos (feiras, congressos, cursos, palestras) para o estudante de Turismo e Hotelaria. De que modo investir nestes eventos pode ajudar a enriquecer a carreira de um estudante ou jovem profissional?
II - Priscila Cordeiro: Sem dúvida a participação em eventos é fundamental para o estudante de Turismo e Hotelaria. Primeiro porque podemos ouvir palestras e depoimentos de pessoas que estão no mercado, sejam empresários, políticos, acadêmicos ou autores de livros que utilizamos como base em nossa formação. Isso sem dúvida é maravilhoso e já faz valer a pena o esforço que por vezes fazemos para comparecer a tais eventos. Outro ponto importante é a apresentação de trabalhos, uma vez que temos a oportunidade de mostrar nossas produções acadêmicas e até mesmo concorrer a prêmios. Isso sem dúvida contribui muito para a nossa formação! E por último, mas não menos importante, é que durante esses congressos passamos a conhecer pessoas de diversas partes do Brasil, e fazemos o famoso networking, que é tão importante na vida profissional de qualquer pessoa!

Aristides Faria: Ainda neste sentido, com base em sua experiência internacional, quais principais benefícios de ter uma vivência profissional fora do Brasil? Além disso, gostaria que você contasse ao menos uma passagem bacana que você tenha passado nos EUA.
III - Priscila Cordeiro: Tive uma experiência internacional nos EUA que durou três meses (de dezembro 2005 a março de 2006). Fui para uma cidade bem interessante, South Lake Tahoe, que faz parte de dois estados: Califórnia e Nevada. Pode até parecer clichê o que vou falar, mas é a mais pura verdade: o melhor benefício que eu tive foi a experiência de vida e crescimento pessoal! O inglês meu também melhorou bastante, apesar da convivência constante com brasileiros e latinos.

Quanto aos trabalhos em si, ocupei cargos bem simples. Na estação de esqui, iniciei como “assistant coach” - assistente de aulas de esqui para crianças -, e depois virei “ticket seller” - vendedora de ingressos da estação aos turistas. Já na lanchonete, eu fazia de tudo um pouco: atendia clientes, colocava os doces no forno, lavava louças, limpava chão, fechava caixa. Sem dúvida ajudou a aflorar em mim uma característica tão exigida atualmente pelo mercado de trabalho: a pró-atividade!

Quanto a uma passagem bacana nos Estados Unidos... Foram várias, algumas relacionadas ao fato de a cidade em que eu vivia pertencer a dois estados. A divisa passava bem ao lado da rua em que eu morava, e dessa forma, eu percebia algumas diferenças na questão das leis de cada estado. Por exemplo, em Nevada é permitido cassino, já na Califórnia é proibido. Então a rua que separava os dois estados tinha cassinos de um lado (Nevada), mas do outro (Califórnia) não tinha! Isso era interessante de observar! Entre outras diferenças, como o valor do salário mínimo ser maior na Califórnia...

Aristides Faria: Quando estivemos juntos, conversamos sobre sua mudança (de volta) de Belo Horizonte (MG) para Vitória (ES). Você é capaz de resumir os momentos, os sentimentos, suas decisões, motivações? Estou finalizando minha fase de mudança (de volta) de Florianópolis (SC) para Santos (SP), mas talvez não tenha subestimado alguns pontos importantes. Tanto pessoais, quanto profissionais. E você? Como está se saindo?
IV - Priscila Cordeiro: Em 2005 me mudei pra Belo Horizonte para cursar graduação em Turismo na UFMG. Quando estava no sétimo período, em julho de 2008 resolvi voltar a morar em Vitória devido a diversos motivos. Mas isso não quer dizer que abandonei o curso lá não! Continuo matriculada, porém desenvolvendo as atividades finais do curso (estágio e monografia) morando aqui. Atualmente estou fazendo a minha monografia e me formo pela UFMG em julho deste ano. Faz seis meses que eu voltei pra Vitória e está sendo muito bom!

Além de estar novamente junto à minha família e amigos, consegui um emprego, que apesar de não ser na área que estudo, tem sido muito bom e creio que tenho possibilidades de crescimento. Atualmente vejo que uma experiência em uma faculdade como a UFMG foi maravilhosa, e também fiz amizades muito especiais! Mas creio que em relação a cultivar possibilidades de vaga no mercado, teria sido melhor ter ficado por aqui mesmo, pois teria feito mais contatos profissionais no trade turístico do Espírito Santo.

Aristides Faria: Você sabe que costumamos encerrar nossas entrevistas com dicas de nossos amigos. Chegou sua vez! Sempre ouço o pessoal que se forma em Turismo & Hotelaria dizendo que pretende uma carreira globalizada, de alta mobilidade – é meu caso, inclusive. Que dicas você ofereceria para o pessoal que está finalizando sua graduação e pretende uma carreira sem território definido? Por exemplo, em Santos muitos se formam e logo embarcam em navios de cruzeiro. É uma vida inteira trocando de malas e parando de porto em porto!
V - Priscila Cordeiro: Essa questão de carreira globalizada e mobilidade é muito interessante, mas tem muito a ver com a característica pessoal de cada profissional. Eu, por exemplo, não sei se agüentaria a vida de trabalhar em cruzeiros, pois apesar de possibilitar o contato com diversas culturas, línguas, lugares, faz a gente abdicar de muita coisa em “terra firme”.

Eu estou agora na fase final da minha graduação, e ainda não estou certa de que quero continuar no mercado de Turismo. Penso em talvez migrar um pouco pra área de administração e/ou recursos humanos. Mas uma certeza que eu tenho no momento é a de que quero permanecer em Vitória, não somente por ser a minha cidade de origem, mas também por ser uma cidade que está experimentando um boom econômico (apesar da crise mundial). Mas voltando à sua pergunta, as dicas que eu dou a quem está terminando a graduação e pretende uma carreira sem território definido: estude muito! Nunca deixe de evoluir! Mas não esqueça que em qualquer lugar, a experiência no mercado é muito valorizada, então, tente ao máximo associar estudo e trabalho!
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