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1.26.2009

Balanço Pessoal: Planeje-se e Realize Seus Objetivos

Por: Daniel Limas - Catho Online

O final de mais um ano se aproxima [já passou! rsrs!] e com ele, surge em cada um de nós uma vontade única de pensar na vida, analisar os nossos erros e acertos e traçar novos objetivos, tanto pessoais quanto profissionais. O que muito não sabem, é que a tudo isso, as empresas chamam de Planejamento Estratégico. Mas salvo algumas adaptações, podemos utilizar os mesmos recursos para planejar a nossa vida. Mas fazer isso sem seguir algumas recomendações pode significar mais um ano de frustrações.

"Em todo final de ano costumamos dar uma olhada saudosa para trás no tempo e avaliar nosso desempenho como uma forma de despedida para entrar no ano novo com vida nova. Isso é praticamente um costume que adotamos ao longo de nossas vidas como uma forma de renovação e revitalização pessoal", explica Idalberto Chiavenato, presidente do Instituto Chiavenato, que desenvolve estudos e pesquisas na área da Administração. E o que se espera é que, terminado um ciclo partamos para um novo, sabendo onde conseguimos chegar. É aí que entra o tal do Planejamento Estratégico.

Muitos leitores devem estar estranhando a recomendação de uma ferramenta corporativa. No entanto, o planejamento estratégico pode ser aplicado, facilmente, na vida pessoal de cada um de nós. "Deve ser utilizado por qualquer mortal que deseja definir metas e objetivos ao longo do tempo e, com isso, traçar os caminhos adequados para chegar lá da melhor maneira possível", explica Idalberto. E este planejamento pode ser utilizado para analisar nossa trajetória sob diversos pontos de vista: profissional, social, familiar, emocional, etc. "É como se chegássemos ao pico de uma montanha e pudéssemos ver o longo caminho percorrido e o enorme esforço para chegar até lá. Uma espécie de reforço positivo que realimenta poderosamente nossas vontades e intenções", complementa.

"Contudo, balanço pessoal é um exercício que se deve fazer sempre e não apenas no final de um ano”, reforça Idalberto, oferecendo uma primeira recomendação. Essa é também a opinião de Orlando Pavani Júnior, diretor executivo da Gauss Consulting, empresa que desenvolve processos de gestão, e da Solutty, empresa especializada em gestão de vendas complexas e consultivas. Orlando também não acredita que devamos fazer o planejamento pessoal apenas no final de ano, apesar de ser essa a época em que as pessoas mais usam para fazê-lo. "Se é pra escolher uma data, aconselho fazer isso em um momento de renovação pessoal. Este o momento ideal, mas deveríamos fazer isso várias vezes ao ano".

A razão para esta recomendação é que devemos sempre nos preocupar com o nosso enriquecimento intelectual e com o crescimento da nossa carreira profissional. "Este é o momento ideal para realizarmos uma verdadeira autoavaliação que permita reduzir nossas dúvidas e dissonâncias, ao mesmo tempo em que fortalecemos nossas convicções e esperanças quanto ao futuro", pontua Idalberto. "Dê alguns minutos de seu dia para isso. Conduza a sua vida e não se deixe conduzir pelo acaso. Crie seu futuro e não permita que outros o façam", reforça.

Mas qual deve ser o ponto de partida? O ideal é comparar o que ela fez ao longo do ano com o que ela havia planejado e, a partir disso, refletir e fazer uma reprogramação ou comemorar. Mas há outros dois pontos que Orlando considera vitais: a inclusão de metas de desenvolvimento intelectual e emocional. "As pessoas têm se esquecido muito disso. Normalmente, planejam comprar um carro, casar, comprar a casa própria, mas poucos pensam no desenvolvimento intelectual e emocional, e esses são meios fundamentais para se conseguir qualquer coisa", explica Orlando.

Para ficar mais claro, Orlando reforça com um exemplo: "geralmente, as pessoas planejam emagrecer, mas não se preparam emocionalmente.” Outra recomendação de Idalberto é colocar em um papel uma coluna de ativos e, de outro lado, passivos: créditos e débitos, benefícios auferidos e custos envolvidos, ganhos e perdas, aspectos positivos e negativos. "Tudo isso deve ser colocado lado a lado para permitir uma comparação crítica e objetiva de tudo o que conseguimos fazer e de tudo que não conseguimos por alguma razão. É momento de aprender com a experiência obtida. Mas não devemos ter o foco apenas nos erros cometidos, devemos privilegiar o aprendizado para o futuro", conceitua Idalberto.

Outra dica bastante valiosa trata do que se deve escrever no planejamento, as ações que farão você conquistar seus objetivos. "Não se deve escrever, por exemplo, ‘comprar um carro’. O ideal é decodificar e escrever ‘guardar tantos reais por mês. Para isso, preciso economizar tantos reais. E, claro, economizar", exemplifica Orlando.

Outro erro muito comum praticado por quem elabora um planejamento, é deixá-lo em local de difícil visibilidade ou simplesmente esquecê-lo. "Não adianta nada elaborar um belo plano, mas não deixá-lo em lugar visível. Por exemplo, não adianta manter o arquivo no computador. O ideal é colocar na porta do guarda-roupas ou colado no espelho. É para incomodar mesmo", recomenda Orlando. Além disso, ele mostra com um exemplo pessoal: "eu faço planejamentos mensais. Mas pode-se fazer a cada três meses. Aí, a pessoa pode retirar o que já não é mais foco e acrescentar itens novos."

Como fazer o plano funcionar?

Segundo Idalberto, em primeiro lugar deve-se estabelecer metas e objetivos elevados, mas possíveis de serem alcançados. Em segundo lugar, deve-se fixar prioridades e começar por elas, pois nem todos os objetivos podem ser alcançados de maneira eficiente e eficaz ao mesmo tempo. Terceiro: desdobrar os objetivos mais importantes em objetivos intermediários e definir indicadores ou métricas para você medir o avanço. Quarto: definir os fatores críticos de sucesso que o levarão ao alcance daqueles objetivos. E, finalmente, colocar tudo isso no papel e, periodicamente, avaliar como você está se saindo e fazer as correções devidas em função das mudanças que podem acontecer no meio do caminho.

Uma dúvida muito comum, tanto no mundo corporativo quanto na vida das pessoas é saber se a meta traçada é pequena ou grande demais. "Eu prefiro superdimensionar as minhas metas para que promova uma ação mais visceral. As metas menores, por serem mais fáceis, desmotivam e passam a ter pouca importância", indica Orlando. Para Idalberto, essa é uma questão muito pessoal e depende do modo como as pessoas funcionam. "Existem pessoas que são mais conservadoras e temerosas e há aquelas que são mais sonhadoras e superlativas. O importante é ter um excelente nível de realização, o que depende de conhecimento, habilidades e competências pessoais para a consecução de metas e objetivos", pontua.

Como dica final, e que diz respeito ao momento econômico em que vivemos, é dada por Orlando. "Nesse momento de crise, a dica mais importante sobre planejamento pessoal é traçar metas de desenvolvimento pessoal. É momento de viajar para dentro de si e descobrir-se mais. E não estou falando de terapia, de leituras, métodos que trabalham com o lado intelectual. Para se descobrir, é preciso experimentar e vivenciar para ver o que acontece. Certamente, os problemas mundiais seriam menores, tanto pessoal como corporativamente", finaliza.
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